sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Solidariedade QB.

Pela primeira vez em muitos anos a proposta de orçamento comunitário prevê uma redução de verbas a afectar ao financiamento e à coesão do projeto europeu.
O orçamento possível mas que revela, infelizmente, o quanto está ferido este mesmo projeto.
A ambição dos principais financiadores, a sua solidariedade Q.B., faz com que se revelem todas as fragilidades que existem no seio da União Europeia.
Em Inglaterra prevê-se um referendo para que os seus cidadãos possam decidir pela continuidade, ou não, do País na União; em França preocupam-se apenas com a sua PAC; a Alemanha tenta a tudo o custo fechar os cordões à bolsa, etc…
Tudo está muito mal encaminhado.
Que futuro para um projeto europeu quando apenas 1% do orçamento dos grandes países é canalizado para o investimento na solidariedade comunitária?
Precisamos de mais, muito mais.
Por agora dá-se a palavra ao Parlamento, que até pode chumbar esta proposta, mas que dificilmente fará milagres.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Anda cá rapaz… Vitó nós não te fazemos mal…

Anda cá rapaz… Vitó nós não te fazemos mal…

Com a aproximação das eleições autárquicas aqui no burgo de Ourém começa a aumentar o nervosismo.
De entre duas forças políticas rivais, PS e PSD, se escreverá a história.
Contudo existe uma outra incógnita a colocar na equação que levará ao cadeirão do poder: Vítor Frazão.

Esta incógnita, que já anda em campanha em festas e romarias, não tem qualquer hipótese de vir a ganhar as eleições, contudo terá o condão de fragilizar a candidatura do PSD (independentemente de quem se candidate), levando a uma vitória fácil de Paulo Fonseca e sua equipa.

Aqui no nosso café estamos em condição de avançar que, no seio do PS (segundo fonte da Comissão Política local), está a ser ventilada a hipótese de oferecer a Vítor Frazão um cargo, de forma a que ele desista da sua candidatura em favor de Paulo Fonseca.

Resta saber como se arranjará o xadrez político aqui pelo burgo, com a certeza de quatro coisas:

1-     Vítor Frazão é demasiado obstinado e teimoso para aceitar;

2-     Independentemente de aceitar ou não a sua candidatura já manda abaixo qualquer hipótese do PSD sair vitorioso;

3-     Mais uma vez Paulo Fonseca usará o que aqui se escreve para dizer que existe uma cabala montada na blogosfera contra ele. Pura tonteira, por mim nenhuma destas 3 candidaturas deveria ganhar.

4-     O que aqui se escreveu é verdade. Acreditem, ou não.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bravo Paulo….

A Capital do Móvel tem por estes dias motivos para sorrir. O clube da terra, cumpridor e honesto, racional e operativo, encontra-se em terceiro lugar.
O terceiro lugar no final dá acesso à Champions, a prova dos milhões, uma utopia para um clube da dimensão do Paços de Ferreira.
Ter um clube cumpridor na primeira liga é caso raro, mérito de Carlos Barbosa, seu Presidente. Ter um clube com resultados é mérito sem dúvida do seu Diretor Desportivo, Carlos Carneiro, mas principalmente de um treinador jovem, Paulo Fonseca.
Quem me dera que aqui, pela minha terra, houvesse um Paulo com tanto sucesso, numa organização que fosse cumpridora e que obtivesse resultados.
Uma utopia, esta pouco concretizável…

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Uma vez fiz um levantamento numa caixa automática do BPN, será que posso vir a ser Preso?

O rapaz Fraquelim passou pela SLN tendo admitido, numa audiência parlamentar, que teve conhecimento prévio do buraco financeiro em que o Banco se tinha afundado.
Falou de forma descontraída, que quase parecia uma cena de cinema, não fosse o dramatismo de muitos portugueses se terem privado dos seus rendimentos, para que os seus impostos fossem injectados de forma brutal para tapar esse buraco.
Fraquelim não comunicou ao regulador o que se passava: Tinha que se apurar primeiro…
Teve mal, muito mal, e a tranquilidade com que falava em nada o abonava.
Passado pouco tempo chega a secretário de estado.
Ter omitido a sua passagem pela SLN no site da Católica foi propositado?
Não sei, é irrelevante, depois daquelas 4 horas jamais alguém esqueceria Franquelim.
Assim foi, meu rapaz, lembram-se de ti.
Agora bom mandato, que tudo te corra bem.

Apesar de tudo tens o benefício da dúvida, até porque eu não sou idóneo, fiz um levantamento automático numa caixa do BPN aqui há tempos. Também posso ter o rabo preso na porta…. Ai se descobrem, não há curriculum que me valha.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pré-Históricos

Abaixo os Dinossauros!!!
O Bloco de Esquerda ameaça, a meu ver bem, impugnar a candidatura dos Dinossauros Políticos cujos mandatos tenham atingido o limite (3).
Esta proposta tem um propósito: se os eleitos já expiraram o número de mandatos possíveis numa determinada autarquia, não devem concorrer a outra.
Concordo com esta possibilidade de impugnação por parte dos Bloquistas, contudo penso que esta impugnação deveria ser extensiva às urnas.
Basicamente quem deveria impugnar a candidatura destes senhores era os eleitores.

Saltar de Gaia para o Porto, de Sintra para Lisboa, etc…
A vida não se esgota no cargo de Presidente de Câmara e estes Dinossauros, tendo em muitos casos valor, são úteis em outros cargos, não se devem perpetuar no poder.
Se quiser tomem como exemplo Macário Correia, ao sair de Tavira, abriu uma guerra e foi tramado por quem ficou.
O poder deteriora a qualidade de quem o detém com o passar do tempo.
O prazo de validade 12 anos até me parece excessivo, 8 chegava.
Em alguns casos sobrava, 4 já foi de mais.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fragilidades


Em média nos Estados Unidos cada empresário de sucesso faliu primeiro 5 empresas. Números são números!
A verdade é que um gestor pode ser brilhante, conseguir que a sua organização tenha reduções de despesa anuais na casa dos 30%, mantendo a mesma eficácia de serviços tendo antes falido tudo, ou quase tudo (o que não era público), por onde passou.

Sim, é verdade e legítimo.
Também é verdade que a vida pública de um cidadão de nada deve embeber à vida privada.
Certo, continuamos de acordo!

Faço um parênteses importante: Penso que os políticos devem ser bem remunerados para não serem vulneráveis a esquemas; existem cidadãos sérios em todos os partidos; os empreendedores merecem respeito e, por último, só se pode penhorar um terço de um salário de uma pessoa.

Posto o parênteses, coloco umas interrogações.
Não estará alguém em exercício público mais vulnerável quando tem à perna uma quantidade inimaginável de credores?
Não será de questionar a capacidade de gestão de alguém com tamanho historial?

São interrogações que tenho, para as quais até existem respostas.
Ficam comigo, não quero que digam que faço parte de uma cabala montada, orquestrada para atacar alguém. 

Saber o que já bem se sabe...

O chefe do Governo Espanhol foi “apanhado” no esquema de financiamento partidário do Partido Popular Espanhol.
Um escândalo, impensável, etc, etc, blá blá, blá blá.

O financiamento partidário é a “coisa” mais promíscua que existe.
Eu cá não estou admirado.

Por exemplo, aqui em Portugal a lei que regula o financiamento partidário permite (pasmasse) ofertas em numerário: dinheiro vivo, cash, malotes
As transferências bancárias, essas, têm que ser controladas (lembram-se dos funcionários do PP que faziam depósitos na Baixa de 10 e 10 minutos), mas o dinheiro vivinho pode esse ser todo aquele que se queira.

Na revisão dessa mesma lei apenas um partido se opôs: o PCP.
Contudo deixou cair a sua oposição em troca do enquadramento nessa mesma lei do "principal financiador" do partido, a festa do Avante.

Houve (e existe)  uma forte conivência política para com estes fenómenos, mais uma vez por acção ou inacção.
Quase todos se devem sentir culpados…