terça-feira, 12 de março de 2013

Legitimidade para estar calado…

Mário Soares escreve hoje no Diário de Notícias que a indignação pode tornar-se violenta, no mesmo registo que tem sido utilizado por outras personalidades, em especial os militares.
Nós não chegámos ao fim do poço hoje, temos vindo a descer vertiginosamente desde o último resgate do qual fomos alvo. Sempre fomos deficitários, sempre tivemos uma economia de pés de barro.
Tanto este senhor, como os militares, o atual Presidente, são um conjunto de personagens que nos trouxeram aqui.
Hoje falam com uma autoridade que nos quer fazer querer que houve outros que nos lixaram a vida, outros, outros, outros…
Não Dr. Soares, não foram outros!!!
Foram outros e o senhor. Foram vocês, todos juntos que, por incapacidade, ou por avidez de riqueza nos trouxeram até aqui.
Você uma vez espezinhou uma bandeira portuguesa em Paris, lembra-se?
Pois, nessa altura era um anjinho, e aquele ato simbólico foi a antecâmara do que depois viria a fazer no poder:
Espezinhou-nos, foi um Primeiro Ministro casual, um Presidente da República conivente. UM CHULO.

Preocupou-se mais com a lusofonia, com Angola, do que com tudo o resto. Tudo o que conseguiu politicamente não foi mais que o trampolim para conquistar tudo aquilo que é oculto ao povo.

Por isso meta o pagode dentro da sacola, vá para o lar e de lá incite à revolução, mas a uma revolução que atinja a ementa diária, que se preocupe com as atividades de envelhecimento ativo da instituição.

Deixe de ser ruído num país onde não é mais a solução, porque na realidade também nunca o foi!!!

segunda-feira, 11 de março de 2013

Se me pagassem também estaria triste…

Não deixei de registar com tristeza o desaparecimento de Hugo Chávez, que apesar de tudo fez muitas coisas boas em prol do seu País.
Também registei a tristeza do grande estadista Mário Soares, que perdeu um amigo.

Ou será ele um grande oportunista?
Sei de fonte segura, que o apoio que Mário Soares prestou a Chávez, nomeadamente nas eleições presidenciais de 2007, foi pago!!!
E bem pago.
O veículo utilizado foi a Fundação Mário Soares, onde o venezuelano depositou avultada quantias.
Grande parte da comunicação social portuguesa soube deste facto, que omitiu para imacular a imagem do Socialista. Contudo, aqui no café não deixamos passar isso em vão.
Obrigado à fonte de informação, Inês Serra Lopes, antiga Diretora do Independente.
Corja...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Afinal era mais um partido...

O Bloco de Esquerda apareceu durante muito tempo como uma alternativa, um partido que não era partido.
Era algo novo, uma convenção de pessoas e ideias novas, uma esquerda renovada, sem os formalismos, sem os organigramas podres de um partido tradicional.
Rapidamente galvanizou votos, rapidamente superou etapas e ganhou uma projeção nacional, graças em parte ao seu carismático líder, mas também às novas ideias e formas de fazer política.
A magia que encerrava o bloco foi contudo desvanecendo à medida que o partido foi crescendo, repercutindo-se isso nas diferentes eleições, nomeadamente nas legislativas.
A nível autárquico é também um partido insignificante.
As querelas recentes entre Daniel Oliveira e o partido, mas as mais antigas, como José Sá Fernandes, mostram ao povo o quanto o BE é apenas e só mais um partido.
Um partido de esquerda caviar, algures entre o PS e o PCP, mas sem a matriz de ambos.
O PCP tem uma forte identidade, bases locais consolidadas.
O PS é um partido de poder.
O BE é apenas e só algo alternativo que, afinal, se descobriu ser mais um partido.
Bah, afinal é mais do mesmo!!!
E ora se recria, ou então vai enfrentar a penosa perda de brilhantismo e novidade que um dia teve.

Fonte: Luiz Carvalho, Expresso

quarta-feira, 6 de março de 2013

Amor e ódio...

Morreu Chavez.
Controverso, algo louco, persistente.
Um homem com H grande.
Viveu com intensidade tudo o que fez e decidiu em prol da sua Republica Bolivariana da Venezuela.
Podemos não gostar dele, mas fez com que cada venezuelano andasse com uma pequena constituição no bolso.
Fez os seus sentirem a sua pátria, o seu país, como não o tinham feito antes.
Afrontou os Estados Unidos de Bush, foi a voz daqueles que não a tinham.
Foi um amigo de Portugal, da nossa indústria naval, da nossa indústria tecnológica, da nossa indústria de construção civil.
Faço-lhe aqui o tributo, de alguém que está longe de lhe ser politicamente íntimo, mas que reconhece o seu mérito.
Descansa em Paz Camarada.  

terça-feira, 5 de março de 2013

Tá se bem por Ourém [V]: Alexandre Soares dos Santos o homem da Parreira

Segundo a revista Forbes este senhor é o digníssimo 2.º homem mais rico do País. Além do mais é proprietário da Quinta da Parreiral, local que diz ser o seu refúgio.

É bom ter este senhor com uma ligação tão afectiva à nossa terra.
Ainda recentemente falou dela.
Houve um senhor laranja que ficou com as orelhas a ferver:

Num desabafo e pedindo desculpa pela expressão utilizada, o presidente do grupo Jerónimo Martins salientou que “quem anda a mamar dos outros não nos pode dar a liberdade” e, recorrendo a exemplo, destacou “andaram-nos a dizer que gastamos demais, que há gente a mais na Função Pública. Quem é que os meteu lá? Fomos nós? Não. Foram eles, como um antigo presidente da Câmara de Ourém que no dia seguinte à sua eleição meteu 48 funcionários na autarquia”.

Fonte: Correio do Minho

segunda-feira, 4 de março de 2013

Tá se bem por Ourém [IV]: Em 2014 “The Oscar goes to….. Bye Bye Lucy Carmo”


A tradução é forçada, desajeitada, mas o teor é forte tal como a probabilidade de haver um argumento para o filme tal qual ele é descrito.
O ano de 2014 será aquele a partir do qual se fará o balanço de 2013.
Básico… mas e que balanço, aposto!
Se 2009 trouxe novos actores ao cenário cinematográfico oureense (e não estou a falar naquele milionário festival de cinema nem da tourada que não se realizaram mas que saíram uma grande alhada - quase 100 mil euros), nomeadamente o Sr. Nazareno do Carmo e a Sr.ª Lucília Vieira.
Estou convencido que 2013 será o ano que os afastará do hollywoodesco oureense. Gatos (ou coelhos) existem em todo o lado, e as estruturas concelhias quer do PS quer do PSD são, nada mais nada menos, que grandes sacos de gatos/coelhos.
Luta-se mais no interior, que no exterior, e o quanto causam e fragilizam estas quezílias internas…
Então quando se tratam de dois independentes 4 anos é de mais… e os gatos/coelhos tendem em esfarrapá-los.
O destino de Lucília foi traçado logo ao fim de um ano, quando lhe retiraram a pasta da massaroca…
O destino do Carmo foi traçado a partir do momento que a estrutura interna do partido quis colocar no seu lugar alguém com cartão rosa.

Restam dois: a cabeça Fonseca e Alho, dois ferozes coelhos, que se toleram mutuamente.
Aparecerá, para terminar a equação, alguém da confiança política do primeiro (eventualmente Heitor), mais uma senhora, a determinar…
Será por ventura este o filme que rodará em 2013 e ganhará o Óscar em 2014…


sexta-feira, 1 de março de 2013

Tá se bem por Ourém [III]: Utopias das percentagens…Cristas no ar…

Um dia um senhor, que não de má fé como noutras circunstâncias1, dizia que no ano seguinte iria reduzir em 30% as despesas da sua organização.
E?
E nada… errou redondamente. Nem reduziu, como no ano seguinte a despesa tinha aumentado.
Não discuto se bem, se mal. Tinha simplesmente aumentado.
Ao querer que em 7 anos no PIB português a economia do mar cresça de 2,4% para 50% parece-me também uma utopia de cristas no ar. Semelhante ao exemplo apresentado.
Das duas uma:

- Ou descobrimos petróleo;
- Ou a economia vai entrar numa crise tão grande que 50% do PIB provirá da agricultura de subsistência e 50% da pesca artesanal em pequenas canoas….
Por Ourém andamos igual, depois da Lei dos Compromissos que se descubra petróleo, ou então ouro……
Será que no buraco tão fundo da cave municipal não existam umas pepitas?
Dava jeito….


1- Tem nome de treinador de Futebol