quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bravo Paulo….

A Capital do Móvel tem por estes dias motivos para sorrir. O clube da terra, cumpridor e honesto, racional e operativo, encontra-se em terceiro lugar.
O terceiro lugar no final dá acesso à Champions, a prova dos milhões, uma utopia para um clube da dimensão do Paços de Ferreira.
Ter um clube cumpridor na primeira liga é caso raro, mérito de Carlos Barbosa, seu Presidente. Ter um clube com resultados é mérito sem dúvida do seu Diretor Desportivo, Carlos Carneiro, mas principalmente de um treinador jovem, Paulo Fonseca.
Quem me dera que aqui, pela minha terra, houvesse um Paulo com tanto sucesso, numa organização que fosse cumpridora e que obtivesse resultados.
Uma utopia, esta pouco concretizável…

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Uma vez fiz um levantamento numa caixa automática do BPN, será que posso vir a ser Preso?

O rapaz Fraquelim passou pela SLN tendo admitido, numa audiência parlamentar, que teve conhecimento prévio do buraco financeiro em que o Banco se tinha afundado.
Falou de forma descontraída, que quase parecia uma cena de cinema, não fosse o dramatismo de muitos portugueses se terem privado dos seus rendimentos, para que os seus impostos fossem injectados de forma brutal para tapar esse buraco.
Fraquelim não comunicou ao regulador o que se passava: Tinha que se apurar primeiro…
Teve mal, muito mal, e a tranquilidade com que falava em nada o abonava.
Passado pouco tempo chega a secretário de estado.
Ter omitido a sua passagem pela SLN no site da Católica foi propositado?
Não sei, é irrelevante, depois daquelas 4 horas jamais alguém esqueceria Franquelim.
Assim foi, meu rapaz, lembram-se de ti.
Agora bom mandato, que tudo te corra bem.

Apesar de tudo tens o benefício da dúvida, até porque eu não sou idóneo, fiz um levantamento automático numa caixa do BPN aqui há tempos. Também posso ter o rabo preso na porta…. Ai se descobrem, não há curriculum que me valha.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Pré-Históricos

Abaixo os Dinossauros!!!
O Bloco de Esquerda ameaça, a meu ver bem, impugnar a candidatura dos Dinossauros Políticos cujos mandatos tenham atingido o limite (3).
Esta proposta tem um propósito: se os eleitos já expiraram o número de mandatos possíveis numa determinada autarquia, não devem concorrer a outra.
Concordo com esta possibilidade de impugnação por parte dos Bloquistas, contudo penso que esta impugnação deveria ser extensiva às urnas.
Basicamente quem deveria impugnar a candidatura destes senhores era os eleitores.

Saltar de Gaia para o Porto, de Sintra para Lisboa, etc…
A vida não se esgota no cargo de Presidente de Câmara e estes Dinossauros, tendo em muitos casos valor, são úteis em outros cargos, não se devem perpetuar no poder.
Se quiser tomem como exemplo Macário Correia, ao sair de Tavira, abriu uma guerra e foi tramado por quem ficou.
O poder deteriora a qualidade de quem o detém com o passar do tempo.
O prazo de validade 12 anos até me parece excessivo, 8 chegava.
Em alguns casos sobrava, 4 já foi de mais.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fragilidades


Em média nos Estados Unidos cada empresário de sucesso faliu primeiro 5 empresas. Números são números!
A verdade é que um gestor pode ser brilhante, conseguir que a sua organização tenha reduções de despesa anuais na casa dos 30%, mantendo a mesma eficácia de serviços tendo antes falido tudo, ou quase tudo (o que não era público), por onde passou.

Sim, é verdade e legítimo.
Também é verdade que a vida pública de um cidadão de nada deve embeber à vida privada.
Certo, continuamos de acordo!

Faço um parênteses importante: Penso que os políticos devem ser bem remunerados para não serem vulneráveis a esquemas; existem cidadãos sérios em todos os partidos; os empreendedores merecem respeito e, por último, só se pode penhorar um terço de um salário de uma pessoa.

Posto o parênteses, coloco umas interrogações.
Não estará alguém em exercício público mais vulnerável quando tem à perna uma quantidade inimaginável de credores?
Não será de questionar a capacidade de gestão de alguém com tamanho historial?

São interrogações que tenho, para as quais até existem respostas.
Ficam comigo, não quero que digam que faço parte de uma cabala montada, orquestrada para atacar alguém. 

Saber o que já bem se sabe...

O chefe do Governo Espanhol foi “apanhado” no esquema de financiamento partidário do Partido Popular Espanhol.
Um escândalo, impensável, etc, etc, blá blá, blá blá.

O financiamento partidário é a “coisa” mais promíscua que existe.
Eu cá não estou admirado.

Por exemplo, aqui em Portugal a lei que regula o financiamento partidário permite (pasmasse) ofertas em numerário: dinheiro vivo, cash, malotes
As transferências bancárias, essas, têm que ser controladas (lembram-se dos funcionários do PP que faziam depósitos na Baixa de 10 e 10 minutos), mas o dinheiro vivinho pode esse ser todo aquele que se queira.

Na revisão dessa mesma lei apenas um partido se opôs: o PCP.
Contudo deixou cair a sua oposição em troca do enquadramento nessa mesma lei do "principal financiador" do partido, a festa do Avante.

Houve (e existe)  uma forte conivência política para com estes fenómenos, mais uma vez por acção ou inacção.
Quase todos se devem sentir culpados…



quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Inoperância que se paga caro, bem ou mal, justa ou injustamente

A inoperância paga-se caro.
Não decidir acaba por ser uma decisão, ou seja, decide-se que não se decide.
Ora os políticos são eleitos para isso mesmo, decidir, tomar posições, escolher rumos e opções.
Quando a reforma administrativa começou a ser ventilada foram dadas 2 oportunidades aos municípios, neste caso às Assembleias Municipais, para se pronunciarem: Antes e depois da proposta de uma unidade técnica.
Aqui em Ourém os eleitos optaram por não decidir.
O PSD apareceu com uma proposta que acabou por retirar, sem ser votada e pouco mais foi feito. Depois, já com a proposta, lá se tentou fazer algo, mas em vão.
Onde não há vontade não é fácil construir, mas sim antes destruir.
Com a publicação recente da reforma administrativa ficou-se a saber que freguesias vão ser unidas, bem como qual delas fica com a sede da União das Freguesias tal, tal e tal.
Obviamente que após as autárquicas o nome será outro, não se manterá, a sede também pode ser mudada, é certo.
Mas com esta lei, quer se queira, quer não se queira, quer se fale em união, podemos dizer que Gondemaria foi fundida à freguesia do Olival, Ribeira do Fárrio e Formigais a Freixianda, Cercal a Matas, Casal dos Bernardos a Rio de Couros.
Bem, ou mal, a inoperância paga-se caro.

Contudo, a meu ver, houve um político que se saiu bem na fotografia.
O Presidente de Casal dos Bernardos conseguiu que a sua Assembleia votasse a favor da fusão da sua freguesia a Caxarias.
Mas até nem essa vontade foi feita.
Afinal o preço de não se decidir já se sabia: Aceitar o que outros entendessem. Assim foi.
Agora é aguentar.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Que grande patuscada....

Cheira a bifanas, cheira a porco no espeto, cheira a autárquicas.
Este cheiro fez Seguro entalar Costa.
Que bela entaladela.
Costa chegou ao rato como candidato a Presidente do PS e da Câmara de Lisboa (como se isso fosse compatível) e saiu com o rabinho entre as pernas com apenas uma hipótese, Lisboa.
Isto não significa que Seguro tenha ficado seguro. Seguro entalou Costa mas está longe de ganhar a guerra.
Foi uma pequena vitória que arrumou a questão da liderança até 2014, 2015, por altura da antecâmara das eleições legislativas.

O mesmo cheiro a bifanas, a autárquicas, irá promover uma alteração governamental.
Pode ser uma oportunidade para fortalecer o governo, contudo penso que esta mesma remodelação se devia estender aos ministérios: O Dr. (risos) Miguel Relvas, o (simples) Álvaro, a (estonteante) Paula Teixeira da Cruz podiam bem dar o seu lugar.
Destes 3 não deixo, mais uma vez, de mostrar a minha simpatia com o Ministro da Economia, simpatia insuficiente para a sua manutenção no cargo.