sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tá-se bem por Ourém 04-XXXVI: Ser bom, à político



Não tenho propriamente saudades do tempo que passou, mas o pior é que olho tristemente para Ourém e vejo que nada para melhor mudou.
O Deputado Gameiro vangloriava-se recentemente que os políticos portugueses eram dos mais cumpridores. Até dá vontade de rir.
Está bem Senhor Deputado, acha que vamos bem? Continuem…
Olho para 2009 e dá me mesmo vontade de rir, ou chorar, nem sei.
Uns falam que aumentaram o salário mínimo, que juntos conseguimos (o quê? Trazer a Troika 2 anos depois), outros achavam que tinham Obra Feita, prometiam uma fantástica Fátima 2017 (ui que maravilha), e outros iludiam-nos com promessas e mais promessas.
Se os políticos portugueses são dos mais cumpridores, Sr. Deputado, pergunto-lhe:

- Onde está a Zona Industrial de Atouguia / Gondemaria / IC9?

- Qual foi a requalificação e legalização que foi feita nas zonas industriais?

- O CEO é que é o Ninho de empresas prometido? UI, que ninho….

- Onde está o tal Centro de Congressos de Fátima?

 

Oh Sr. Deputado, isto é que é cumprir???

Os Primeiros Ministros Suecos, que andam de bicicleta, que vivem em simples apartamentos, sem empregadas domésticas sequer, são uns malandros.
Os Portugueses, esses sim, são uns cumpridores.

Oh Sr. Deputado, escreva livros, vista o avental, mas largue o tacho porque de falácias estamos fartos.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

Tá-se bem por Ourém 04-XXXV: Amuo e vou-me embora….



Sobre a não auscultação do “movimento” MOVE, na conferência de líderes da última Assembleia Municipal, o amuo do Vereador Vítor Frazão, dirigido ao Sr. Presidente de Câmara:

“Senhor presidente da câmara, uma vez que foi consigo que assinei o compromisso de governabilidade, quero deixar bem claro que, em termos pessoais ou em reuniões da câmara ou fora delas, jamais me deixarei subalternizar, e adianto firmemente que denunciarei de imediato o texto do referido compromisso caso tais factos se voltem a repetir”.

Ui, digno de registo.

Será que não podem ir embora os dois!!?




sábado, 12 de julho de 2014

Tá-se bem por Ourém 04-XXXIV: Visto de cima…. Os independentes “tatuados” – Tudo sobre o MOVE



O cenário que vivo, a proximidade ao fenómeno Porto do meu querido Rui (Moreira), permite-me tecer comparações, soltar opiniões sobre outros fenómenos, outros projectos ditos “independentes”.
A altura é propícia para isso, passa quase um ano das eleições autárquicas, e volta-se a dar a importância e o relevo nacional que o Rui merece, acercando-se dele diversos partidos, tendo em vista o seu apoio as legislativas.
Um projecto independente e mobilizador que está a fazer o Porto crescer.
O outro projecto independente, que me faz escrever hoje é o MOVE, impulsionado pela Deusa Blogosfera que sobre ele me trás hoje novidades.

  1. Diz-me a Deusa que se discute por Ourém se Vítor Frazão desertou do PSD, ou não?
Desertar implica sair de algo, deixar o grupo, abandonar, fugir?
Frazão fugiu?
Não Frazão não fugiu, passou sim para as linhas inimigas. Traiu o partido no qual cresceu. Simples!!!
É tão independente quando Narciso Miranda, Fátima Felgueiras, Marco Almeida, ou outros o eram.
  1. E o MOVE é mesmo um movimento independente?
Não, não é. Nem é movimento, porque isso implicava a existência de bases ideológicas e programáticas claras, a definição de uma visão para o município e, claro, pessoas, massa crítica.
Nem é independente, já que a natureza, quanto à independência, está completamente contaminada pela falta desta no seu líder.
  1. Jogos de bastidores?
Sim, existiram de facto jogos de bastidores, que por um lado subverteram a vontade do eleitorado, ao colocar Deolinda Simões na cadeira em que o povo havia dito que não, mas que não se ficaram por aí.
Esses jogos contaminaram o “movimento” MOVE e fizeram que algumas figuras ligadas ao PSD, de Frazão, tenham saído, não se revendo no que se havia feito ao enfant terrible, João Moura.


  1. Presente e futuro do MOVE por comparação com o fenómeno Rui Moreira.
Além de tudo o que foi dito, para mim, não há sinal mais claro do insucesso do MOVE que a postura dos seus membros. Se ainda hoje se fazem estatísticas eleitorais, para demonstrar o quanto o MOVE foi um fenómeno em 2013, significa, só, que este foi um episódio pontual.
“Tão a ver? Tão a ver?
 Tivemos x votos, mais y que z, em comparação com h.”
Um verdadeiro movimento, ao estilo Moreira, não olha mais para isso, enfrenta os desafios do presente e do futuro, mobiliza, recria-se, implanta-se naturalmente.
Esta postura demonstra o quanto o MOVE não é presente, mas apenas e só uma fugacidade eleitoral.
O MOVE está demasiado agarrado à imagem de Vítor Frazão, refém da sua popularidade, da sua forma de fazer política, com muito empenho, muita garra, mas sem sumo nem conteúdo.
O Rui é homem do Porto, também do folclore, das festas, mas é sobretudo um homem de estratégia, de rumo, com orientações.
Rui nasceu para a cidade, pensou o Porto, estruturou ideias, planeou o seu futuro, faz porque pensou vir a fazer. Rui é um homem político que vive daquilo que pensa, de projectos e ideias fortes, estruturadas e encadeadas.
O MOVE nasceu para Frazão, com ele irá definhar, limitou-se a trivialidades, ao catalisar do desespero e descontentamento, mas sem oferecer soluções e melhorias palpáveis. Como o seu líder, o MOVE, irá mover-se para fora do panorama político oureense, porque as baterias não duram sempre, as pilhas gastam-se.

Se querem viver, MOVE, reinventem-se, mostrem que existem.
Não basta olhar para 2013, porque aí a tendência é olhar para trás e não esquecer o que era Ourém em 2009, o que era a governação social-democrata de Vítor Frazão, ao sabor do vento ao toque de filarmónica, sem estratégia, com muita garra mas pouca táctica.

Por tudo isto, Rui, és já um mestre, com o qual muito me orgulho de aprender.


sexta-feira, 11 de julho de 2014

Tá-se bem por Ourém 04-XXXV: Heitor, calado sim, terias sido um Poeta..... [nas terras das divisões]



Os poetas políticos por vezes vêem as suas trovas serem torpedeadas pela malvadez do destino.
Hoje lembro-me do vangloriar do Chefe de Gabinete do nosso Presidente de Câmara, João Heitor, parabenizando a vontade de contenção socialista, que implicou outrora a reorganização da orgânica do município.
Malvado destino vê agora o mesmo elenco socialista criar mais uma Divisão, desta vez de relacionamento com munícipe.
Que se segue?
Divisão da Propaganda?
Divisão dos Foguetes?
Divisão do Porco no Espeto?

Pois é, há objetivos que se conseguem com Gabinetes, Secções, não necessariamente com divisões.
Mas tudo isto se explica facilmente: há um apaniguado que precisa de um lugar com melhor vencimento, colocado em regime de nomeação provisória (eterna), sem concurso nem demonstração de capacidades.
Chama-se a isto transparência, chama-se a isto vontade de mudar, chama-se a isto responsabilidade???

Pode-se chamar a isto a prosa de nos saber lixar, porque fartos destes poetas estamos nós.

Parabéns ao Vereador Vítor Frazão, por ter votado contra.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Tá-se bem por Ourém 04-XXXIII: Por aqui, só areia…



A Câmara Municipal de Abrantes, do ex-vereador Alho que muitas (poucas) saudades nos deixa, decidiu disponibilizar cal às Juntas de Freguesia para proceder à “caiação de muros, alegretes, fontanários e edifícios do domínio municipal de pequena dimensão”.
São 13 100 kg para o efeito, que vão ser cedidos às 13 juntas de freguesia daquele concelho.
Trata-se de uma estratégia interessante, seguida por uma amiga e acérrima apoiante de António Gameiro e Paulo Fonseca, nas lides políticas regionais.
Seria por certo uma boa oportunidade para a Câmara de Ourém estruturar aquela que tem sido a sua estratégia de disponibilização de materiais de construção, pois têm sido 5 anos de areia para os olhos dos oureenses, que por certo mereciam uma nota na imprensa regional. 
É obra!!!


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tá-se bem por Ourém 04-XXXII: Para que não se diga o mesmo, ou o seu contrário.

"Sobre este assunto tanto posso ter essa opinião como a sua contrária", dizia este fim de semana um jovem fatimense entre um café chuvoso.

Para que sobre determinado assunto, como a liderança de um Partido, ou de um País, não se mude de opinião um dia, ao sabor do vento e do interesse, cito Paulo Fonseca e António Gameiro, sobre a candidatura do Dr. António Costa. Que se registe...

Paulo Fonseca comparou a candidatura de António Costa à liderança do partido às "lebres que vão correndo à frente em nome de outros interesses" ou aos "testa de ferro" do mundo dos negócios, acusando-o de querer inviabilizar uma alternativa que pode "fazer um Portugal melhor". 


(...) o presidente da distrital socialista, António Gameiro, não pouparam nas críticas a António Costa, acusando-o não só de querer alterar as regras "porque lhe dá jeito" como de violar a ética.


Fonte - Económico


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Tá-se bem por Ourém 04-XXXI: Por favor, mais dinossauros não…


Paulo Fonseca reafirmou recentemente, segundo as notícias nos dão conta, a vontade de ser o município a gerir o Monumento das Pegadas de Dinossauros. Segundo entende o estaria em melhores condições para desenvolver esse trabalho.
Ao que parece o Estado limita-se a fazer a manutenção do espaço, sendo pois necessária a sua divulgação e o seu aproveitamento.
Parece-me bem, ou melhor parecia, se a autarquia cumprisse com as suas competências nas outras áreas.
É que esta nem a manutenção faz, da sua rede viária, do seu património, dos seus passeios e caminhos tão mal preparados para os peregrinos.
Por isso parece-me que dinossauros já nós temos muitos em Ourém, mais não, obrigado:
  • Vítor Frazão;
  • Deolinda Simões;
  • 3 ou 4 indivíduos ligados ao setor empresarial local;
  • 3 ou 4 indivíduos nos topos de carreira da administração local.;
E mais e mais e mais.
Por isso deixem os outros em paz.