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terça-feira, 28 de julho de 2015

Tá-se bem por Ourém 05-IX: Soma nula...



João Moura foi indicado pela Comissão Política Distrital do PSD de Santarém em 4.º lugar na lista de candidatos à função de Deputado, atrás de Nuno Serra (Santarém), Duarte Marques (Mação) e Isilda Aguincha (Entroncamento).
Esta lista indicativa salvaguarda a lei da paridade, sendo que a entrada de Teresa Leal Coelho na corrida por Santarém (imposta pela Comissão Política Nacional do Partido) cria algumas dúvidas. A primeira delas é se João Moura não ficará á frente de Isilda Aguincha, dada a expressão populacional de Ourém vs. Entroncamento (nem vale a pena fazer as contas com Mação, porque Duarte Marques está de pedra e cal).
Fazendo umas simulações, dado o número de votantes por Santarém e o número de deputados a atribuir (10 embora a redução populacional do Distrito possa levar a que sejam apenas 9), as sondagens que apontam para resultados na ordem dos 37% para o PS, 35% PSD/CDS, CDU 10% e BE 6%, a distribuição será:
PS – 5 deputados;
PSD – 4 deputados (Teresa Leal Coelho, Nuno Serra, Deputado CDS, Duarte Marques).

Se este cenário acontecer resta a João Moura/Ourém um “honroso” 6.º lugar, ou 5.º na melhor das hipóteses.

Se a coligação, por seu lado ganhar (5 deputados em Santarém e/ou ganhar a nível nacional) o cenário muda radicalmente, já que Teresa Leal Coelho e mesmo Duarte Marques são personalidades “ministriáveis ou secretariáveis”.
Assim sendo o 6.º lugar passaria a 5.º, ou mesmo a 4.º, com possibilidade forte de eleição.
Vamos andando e vendo…
Para já soma nula…


 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Tá-se bem por Ourém 05-VIII: Vamos esfrangalhar um partido???



O PSD de Ourém continua um “saco de gatos”, refém de interesses pessoais que minam qualquer possibilidade deste partido se afirmar como alternativa.
Se a governação Fonsequina tem sido baseada em erros, erros, mais erros e ainda erros, falta de estratégia, tombos, trafulhices e ziguezagues, o PSD continua com imensas dificuldades de coesão interna.
Depois das eleições para a Distrital, ganhas por João Moura a Carina Oliveira, o partido fica novamente quebrado com a constituição da lista de deputados, por Santarém, à Assembleia da República.
João Moura, uma vez na Comissão Política Distrital, julgava que o apoio da Concelhia de Ourém seria imprescindível, e óbvio, para poder “subir” na escadaria do poder, ficando em lugar elegível nessa lista. Contudo tal não se verificou.
Com o apoio dado em Ourém a João Moura, mas também a Carina Oliveira, criou-se de novo um problema que Luís Albuquerque não tinha hipóteses de contornar, face ao apetite voraz de Moura pelo poder: Não se pode tirar o brinquedo ao menino.
A outra solução, apoio apenas a Moura, criaria uma guerra com Carina João Oliveira, e com uma vertente PSD/Ourém personificada no próprio Luís Albuquerque.

Resultado: João Moura ameaça já “esfrangalhar” a Comissão Política Concelhia nas próximas eleições do PSD/Ourém.
E atenção, a expressão é mesmo essa….


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Tá-se bem por Ourém [03-XXXIX]: Dilemas, falsos moralistas e patriotas desterrados

Caros amigos, luta autárquica aqueceu na nossa terra.
Neste momento fervilha o interesse pelo poder, fazem-se contas, artilham-se estratégias e usam-se todos os meios.
Daí ser natural surgirem iniciativas na blogosfera encapuçadas de independência, maquiadas de divulgação livre de ideias, que servem para promover candidaturas.
Não contem com este blogue para isso.
Continuaremos a defender aquilo que consideremos correcto, em desfavor das guerras de interesse. Obviamente que o Café Expresso e o Fernando Marto são cidadãos, e portanto têm preferências ideológicas.
Mas isso não serve para fazer política, nem este blogue é esse veículo.
Aqui defendemos a pluralidade de ideias, o debate e a denúncia pública da negligência como algumas pessoas exercem o poder, a bem ou a mal. Custe a quem custar.
Primamo-nos pela verdade e não aconselharemos o voto em nenhum dos 4 candidatos à Câmara Municipal:
1-      Paulo Fonseca é só folclore, promessas e compromissos falhados, nada do que prometeu cumpriu, adjudicações a amigos, uma vida retalhada de insucessos e jogatanas empresariais. Uniu o que parecia pouco provável, os 4 vereadores atuais na lista às próximas eleições. Depois de tanta guerra, é obra.
2-      Luís Albuquerque é um herdeiro de um apelido, fraco de ideias e de movimentos, falta de capacidade de liderança, de unificação do partido. É resguardado pela velha guarda caduca do partido, mas representará o fim de ciclo para essa geração. Moura que está ao seu lado será o seu coveiro político.
3-      Vítor Frazão é um bigode, só tem piada por isso. Do eterno humanista ao eterno demagogo, promessas, implicâncias, rectidão de discurso, percurso trôpego, em busca de um lugar ao sol. Os simpatizantes do MOVE são apenas o veículo da sua ambição. Conseguirá ser vereador graças ao que foi enquanto autarca. Não acrescenta nada.
4-      O candidato da CDU não merece nenhum reparo, se ultrapassar os 700 votos será um feito.

Amigos, não vos aconselho a emigrar, mas aqui em Ourém a partir de dia 29, nada de novo. Com os mesmos ou outros estaremos condenados…

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Tá-se bem por Ourém [03-XXX]: Carapau, cara de pau....

A reboque do que escrevia o Fernando, ironizando na linha dele (o que é manifestamente um desafio para quem o conhece), venho-vos falar de algo que as moscas tanto gostam: Carapau.
Lembram-se daquele peixinho a secar na Nazaré, crivado das ditas moscas?
Pois é. A política local está crivada de caras de pau, ou carapaus.
Nós somos a sardinha miúda, sem direito a entrada na lota do poder.
Nas autárquicas de 2013 perfilam-se vários caras de pau, pessoas que cultivam um ódio quotidiano visceral, mas que para efeitos de tacho se riem lado a lado, se abraçam e se dizem amigos e companheiros.
Os primeiros carapaus (caras de pau) são Albuquerque e Moura.
Anos a fio deram-se pior que gatos e cães, sempre a morderem-se e a arranharem-se. Colocaram a política ao nível do plano pessoal, diziam que as divergências eram questões familiares.
Os partidários de um e de outro trocavam tiros em escaramuças, numa barricada pegada que se tornou o PSD. Outros eram acusados de espionagem, quando se tentaram colocar equidistantes. “Quem não estivesse comigo era contra mim”.
Agora aparecem juntos, com cara de pau, com uma certeza: Albuquerque terá que ganhar. A Moura a vitória será outra, implicará a vitória de Fonseca e a sua própria, contra Deolinda Simões para a Assembleia Municipal.
Ou seja ganhar para Moura implica a derrota do PSD. Ele sabe-o e vai jogar com isso.
Mas há mais carapaus. O executivo municipal: Fonseca, Alho, Lucília e Nazareno.
As divergências internas são conhecidas desde há 3 anos a esta parte e têm se vindo a agudizar, não se entendem, mal se falam, quase como aquele programa: “Público e Notório”.
Terão estes carapaus a coragem de aparecer juntos? Em fotografias e foguetório?
Provavelmente, embora comece a ser indisfarçável, juntos dos circuitos próximos a estes 4, que “as coisas” já tiveram melhores dias.
Mas de facto até outubro o carapau grelhado é um ótimo prato, com a certeza que estes aqui não se vão queimar, é mais fácil sermos nós, a tal sardinha miúda, acabados a marinar num prato com pimento, ou comidos no pão.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Tá-se bem por Ourém [03-XXVI]: Cogitações de Outono - Um menino nas mãos

Tudo se encaminha para que, em outubro, a coligação centro-direita candidata a Ourém esmoreça e esbarre contra a parede. Uma parede formada pelo bigodaço e pelo sr. Fonseca.
Dos escombros da laranja sairão derrotados: Albuquerque e Moura.
Contudo, como o candidato a Presidente da Câmara, é o lugar de maior responsabilidade, o demérito será atribuído ao ex-guarda redes.
Que sobrará disto tudo?
João Moura, o enfant terrible, que herdará um PSD órfão.
Albuquerque será afastado e escorraçado, um pouco à medida do que aconteceu com Frazão. Magrebino terá lugar de destaque na Assembleia Municipal e aparecerá como sucessor lógico na Presidência da Concelhia.
Foi uma boa jogada deste. Terá onde fazer oposição e, finalmente, o partido nas mãos.
Custou, foi uma grande travessia no deserto, muitos sapos engolidos (e outros a engolir até outubro, como sorrir ao lado de Albuquerque, fazer campanha por ele, etc.).
Contudo o tempo de Moura está a chegar. E ele sabe bem disso.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Tá-se bem por Ourém [03-XXV]: A ver a bola....

Sinceramente Sr. Deputado João Moura, a ver a bola?
Enquanto uns trabalham outros gastam o nosso dinheiro em senhas de presença...
Numa Assembleia Municipal?
Foi esse serviço que aprendeu quando andou pela da República?
Vergonhoso....

terça-feira, 2 de abril de 2013

Está se bem por Ourém [03-XIII]: Dividir para reinar... O Tridente...

A comissão política concelhia do PS, depois de alvitrar um convite a Vítor Frazão, avançou para uma estratégia mais inteligente. “Apoiar” a sua candidatura.
Calma…
Não vão apoiar a candidatura do senhor Frazão, andam sim a patrocinar esta, a angariar assinaturas para a formalizar, a permitir e a viabilizar a ida às urnas do senhor de bigodes.
Contam com o apoio de alguns militantes do PSD do burgo, nomeadamente dos militantes pró-Moura (incluindo familiares deste), que esquecem por momentos as rivalidades com Vítor Frazão, em nome do ódio que alimentam à família Albuquerque.
Os opostos atraem-se, e a política está cheia de minas e armadilhas, de buracos e valas.
Cuidado, podemos tropeçar…
Claramente quem vai sair prejudicado é o PSD que tarda em apresentar um candidato e uma estratégia para conseguir despojar Paulo Fonseca da Cadeira.
Dividir para reinar, eis a estratégia do PS, que por agora lhe tem trazido bons resultados.